quinta-feira, 3 de julho de 2014

Extinção da vida

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Extinção da vida precisa ser endereçada, pois segue a passos céleres enquanto todos alegam muita discordância sobre o clima, completamente infundada, mas facilmente explicada na presença de interesses focais de determinados grupos, assim como é no caso da defesa do cigarro, do buraco da camada do ozônio, da energia limpa, do CO2, do fim das florestas, da energia nuclear, dos transgênicos, enfim a lista aqui é infinda de idéias incapazes de reverter a nossa rota de colisão com a Terra – da qual nenhum de nós sairá vencedor.

Esse site abaixo é uma boa indicação de um amigo meu cientista que pensa como eu: parem de pensar nas consequências, atuem nas causas, uma vez que as evidências mais importantes de nosso erro sistêmico não podem mais ser negadas.

Outro ponto importante, não podemos mais ignorar as idéias de decrescimento do Serge Latouche, porque além de ser a única que dá uma resposta aos pleitos científicos, têm respaldo nos pensadores mais importantes, como Nicholas Georgescu Roegen, Clube de Roma, Schumacher e que no entanto, pela mesma presença de interesses focais não científicos de determinados grupos, seguem completamente ignorados e inefetivos até os dias de hoje.  O pleito científico atual diz que a humanidade se depara apenas com duas opções: ou desmaterializa a economia ou desmaterializa a vida. Até o momento, com todo o blablablá de sustentabilidade e seus adereços, estamos caminhando rápido pela primeira opção.

É sempre muita ingenuidade achar que essa extinção jamais irá se voltar contra os causadores. Nem que o planeta nunca irá se tornar inóspito para nossa espécie animal. A filosofia do nunca morri justifica essa esperança: enquanto escrevo esse email, significa que eu nunca morri, mas não significa que nunca morrerei.  Até agora o planeta nunca foi inóspito e ameaçador para nossa espécie animal e seus erros.  Nunca o será?

VI. Not to end on a sad note, BUT...Is human activity pushing the creatures on our dear Mother Earth into a 6th mass extinction? Sadly, many scientists are finding evidence that this may be so....we currently are causing species extinction at a rate equivlent to a mass extinction.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Poluição em Londres e em Paris, não só em Pequim!

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Construiu-se uma ideologia falsa que os países ricos não são poluídos e não tem problemas de poluição e as revistas ideológicas como The Economist sempre pró-crescimento a qualquer custo num planeta finito só falavam da poluição da China, como se a China estivesse fazendo alguma coisa diferente dos países cujo modelo ela copiou e cujo resultado é idêntico aos países de origem!!!

Para completar, a maior parte da produção chinesa tem dedo das corporações internacionais ali dentro que operam liberadas de rigores com a questão ambiental. A equação não fecha: ao deixar a China virar uma grande produtora mundial sem nenhuma restrição ambiental, os países ricos mantiveram seus territórios um pouco menos poluídos, mesmo assim, essa notícia de Londres e recentemente de Paris mostram que a poluição existe e em grau semelhante ao da China.   Surreal!!!  EUA e EUROPA, mesmo transferindo todo o custo ambiental e social via exportações para lugares sem controle algum como a China, conseguem ainda ter níveis de contaminação de água e de poluição arrasadores.  Uma prova que atingimos limite planetários de capacidade natural de limpeza dos resíduos lançados. E ainda queremos continuar crescendo essas estruturas, num ambiente finito e autoregulado, sem nenhum accountability...

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Brasil perdeu cerca de 24 mil campos de futebol de Mata

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Da Newsletter da SOS Mata Atlântica

No dia da Mata Atlântica (27 de maio), a Fundação e o INPE divulgam novos dados do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica. Após dois anos da aprovação do novo Código Florestal, infelizmente a taxa de desmatamento nas áreas de Mata Atlântica continua a subir - aumentou 9% em comparação com o período anterior. O Brasil perdeu cerca de 24 mil campos de futebol do bioma mais ameaçado do país. É preciso que os brasileiros se mobilizem em defesa da nossa floresta.
 (FOTO: Flickr Creative Commons/Glauco Umbelino)


1)      Enquanto o modelo for esse – crescimento a qualquer custo, destruidor de empregos e oportunidades, apenas para concentrar renda, poder e riqueza nas mãos de poucos, o resultado não vai mudar. Temos que atacar a causa – modelo, teoria e modo de pensar das pessoas.  A destruição das matas é mera consequência, assim como uma das maiores extinções e a primeira extinção endógena da vida nesse planeta (esse termo vale explicar depois) ;
2)      Países que querem impor seu modelo ao resto do planeta como “solução”, embora estejam vivendo situações grosseiras, tem taxa de desmatamento zero simplesmente porque já desmataram tudo, a saber, Estados Unidos e Europa. São Paulo e Rio de Janeiro que são um espelho deles também não aparecem nas estatísticas, tem pouco ou nada para destruir.
3)      Enquanto a solução for na margem do sistema com idéias de tecnologia salvadoras, não há mudança de rota.

O sistema inteiro depende do crescimento que só se justifica através de mais crescimento, um fim em si mesmo.

Tudo indica que entraves ao crescimento alheios às observações da teoria econômica autista já sejam fatos corriqueiros no mundo, como por exemplo, falta de terra para expansão urbana, falta de água para expansão industrial, falta de solo para expansão agrícola, falta de renda familiar para consumo, falta de empregos para melhoria da qualidade de vida, etc.

As crises recentes são uma demonstração clara que o crescimento foi mantido mesmo com fatores contrários de forma qualitativa cada vez pior e sujeito a solavancos, via alavancagem de famílias e bancos, desequilíbrios financeiros grotescos, bolha de preços de ativos, corrupção e estelionato sem medidas contra as poupanças das pessoas, aumento da concentração de riqueza e renda, aumento do desemprego estrutural com um sem número de moradores de ruas em lugares que não haviam.

Para complicar ainda mais, temos evidências claras que a continuação do crescimento significa o fim da vida na Terra e a solução é mudar radicalmente esse modelo.  O mais incrível é que no meio disso tudo, uma estrutura forte de estabilizadores sociais e ambientais precisa ser construída para poder fazer a transição para um novo modelo equilibrado sem convulsões ou sofrimento exagerado das populações.

Hugo

Nossos destinos são determinados pelos que detém o poder de imprimir moeda (hoje,  bits  de computador;  Wall  Street, Federal Reserve, Bancos  Centrais,  The City) , que além de provocar  excesso  de oferta   (EUA pré  1929) , provocam   escassez  conforme   uma ou outra política maximize os  seus  lucros,  implementando  ou destruindo economias . Tudo indica que os objetivos das grandes corporações  e  dos bancos incluem retorno a curtíssimo prazo. Retorno rápido do capital investido. Exploram trabalho escravo e sub emprego. O Brasil é uma colônia de banqueiros  (  disse Gustavo Barroso) com “spreads” literalmente assassinos. A História vive de surpresas. Mas existe uma grande força empurrando na direção do caos climático, Como sabemos, porém, quase todo fenômeno econômico e social está prenhe com seu contrário. Aliás , Georgescu fala rapidamente sobre o conceito  da  dialética: uma  perturbação objetivando um movimento numa direção pode resultar no seus  contrário,  oposto ao resultado desejado.   Veremos.

Edison

O professor Paulo Roberto Silva tem uma tese interessante que faz sentido: a escassez é inventada pelo sistema, a começar pelas necessidades intermináveis dos consumidores e como na teoria se define bem econômico e bem natural. Mas Édison, acho que você como eu deve entender a nossa aflição com isso tudo.  Agora me dei conta o quanto o tema de sustentabilidade foi abandonado em todas as suas frentes nos últimos anos e após a crise de 2008.  Para pensar em sustentabilidade os capitães do sistema precisam de prosperidade na forma como eles pensam, através de depósitos polpudos em suas contas individuais.  Com bilhões nas nossas mãos eles dizem: “Ok, vamos pensar em sustentabilidade.”  Como se sustentabilidade pudesse ser um anexo do sistema e não o sistema inteiro, uma reviravolta nas idéias.  É muito simples, vamos parar de achar que a Terra é um subsistema da economia e inverter, é a economia que é um subsistema.  Vamos parar de achar que a economia só serve para alimentar grandes corporações inalcançáveis em termos de accountability social e ambiental e passar a exercer a sua influência na direção de ajudar as pessoas.

Ontem alguém viu o programa do Globo Repórter sobre jovens no crack? É isso. Como podemos andar pelas ruas, pagando 45% das nossas rendas em impostos a governos corruptos e viver numa extrema violência, em cidades totalmente poluídas, com insegurança hídrica crescente e com pessoas sem chances de absolutamente nada?

Aqui é crítico, mas o problema não é inexistente nos EUA. Se a métrica de determinar quem é desempregado em número de semanas não tivesse sido diminuída da época de Reagan, o desemprego não teria parado de subir nos EUA.  A medida de desemprego não é técnica, é política, a queda de desemprego tem que agradar os governos e não tem significado prática para a vida das pessoas. Nosso sistema, principalmente em se tratando dos jovens olhando seus futuros, está completamente desmantelado para atender os anseios e trazer oportunidades para todos. Cada vez menos sobra desse sistema para quem está nas suas franjas. É surreal. E nisso, dia a dia, reuniões de agropecuaristas querendo expandir a fronteira para produzir alimentos para o resto do mundo que não precisamos, enquanto nosso arroz e feijão agora é importado.

Quando será que poderemos determinar nossos destinos e sair dos universos elevadíssimos da academia científica de onde não desce quase nem uma migalha para os moradores do complexo do Alemão?

Hugo

Concordo inteiramente. O desmoronamento está integrado, e é econômico, social, e moral. Os fenômenos deste desmoronamento estão interligados. São subsistemas de um organismo, numa visão sistêmica,  holística.  São componentes  de um sistema complexo, interligados e  interdependentes, e a ser estudado como tal. Os problemas econômicos e ecológicos, ainda mais, são considerados “super wicked”, isto é, são problemas nos quais o  que se chama de “soluções “ , são na verdade  escolhas, opções,  cujas  consequências não são , digamos,  matematicamente determinadas. Eu tive o privilégio de poder apresentar um   trabalho sobre a natureza   “super wicked “ dos problemas ecológicos e econômicos, no encontro da  EcoEco em  Vitória, para uma estimulante e rara  audiência. Creio que o  título  foi “A questão dos problemas da classe “wicked” (WP) e “super wicked” (SWP) - Ecologia e Economia. Uma introdução” Se desejar mando uma cópia para seu e-mail.

As raízes da Economia e da Ecologia não estarão na Filosofia e na Moral?  Em cérebros como Adam  Smith; Emerson, Thoreau?


Citações pertinentes, especialmente a segunda:
“Stephen Hawking said, the present century will be the century of complexity. Heinz Pagels was more specific:
“I am convinced that the nations and people who master the new sciences of complexity will become the economic, cultural, and political superpowers of the next century (meaning the present century).”
De: “Complexity Explained”, disponível  em:


Edison




sexta-feira, 16 de maio de 2014

Energia nuclear é limpa?

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É... se desconsiderarmos o comissionamento e descomissionamento do combustível e das usinas, se desconsiderarmos a mineração do urânio, se desconsideramos as estruturas JAMAIS construídas para armazenar os resíduos (99% encontra-se até hoje sem destino final).

Energia nuclear é segura?

Sim, se desconsiderarmos que um só evento extremo, como por exemplo, derretimento da Tchernobyl, ser capaz de contaminar toda a água da Europa Ocidental.

Sim, se desconsiderarmos que o aumento de câncer e as crianças que nasceram completamente deformadas depois de Tchernobyl são inexistentes.  Teve poucos mortos felizmente.

http://monstersports.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/03/consequencianuclear.jpg

A energia nuclear é barata?


Atualmente construído um CARÍSSIMO sarcófago em torno novamente de Tchernobyl. Fukushima passa por operações bilionárias também. Esses recursos poderiam estar sendo melhor usados se. evitássemos desperdício de energia estimado pelo New Economics Foundation em 73%.

Precisamos de mais energia?

Sim, se desconsiderarmos a maluquice de um sistema submetido a crescimento exponencial onde só duas coisas aumentam o PIB: ineficiência e desperdício e todas as outras mazelas, como destruição social, ambiental, instabilidade financeira, briga entre povos, extinção da vida, etc. tivessem custo zero e nem estivessem acontecendo aqui na Terra e sim em outro planeta.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Economia autista

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Como para o autista Krugman (e praticamente todos como Joseph Stiglitz, Jeffrey Sachs, David Romer, Nouriel Roubini, etc) o que só importa é o crescimento e não outros padrões como demografia, cultura, sociedade, meio ambiente, ele está “conscientemente” pregando que o crescimento elevado deveria ser eterno, exponencial ao infinito, algo que só as bactérias e vírus perseguem num espaço finito.  É de uma estupidez tamanha que a grande surpresa não é ser proferida, mas seguida por todos.

A estagnação, concentração de riqueza, crises, falta de empregos, colapso planetário deve estar relacionada com outros fatores que escapam das análises dos economistas, por isso, eles nunca irão acertar, enquanto a análise continuar míope e restrita ao seu campo limitado de visão.

Esse vídeo ilustra bem como os economistas pensam





Description: Paul Krugman - New York Times Blog
May 7, 4:25 am Comment

Three Charts on Secular Stagnation

  •  Apologies for blog silence — stuff happened. Right now I’m in Oxford, preparing for a talk tonight on secular stagnation and all that; and I thought I’d share three charts I find helpful in thinking about where we are.
Secular stagnation is the proposition that periods like the last five-plus years, when even zero policy interest rates aren’t enough to restore full employment, are going to be much more common in the future than in the past — that the liquidity trap is becoming the new normal. Why might we think that?
One answer is simply that this episode has gone on for a long time. Even if the Fed raises rates next year, which is far from certain, at that point we will have spent 7 years — roughly a quarter of the time since we entered a low-inflation era in the 1980s — at the zero lower bound. That’s vastly more than the 5 percent or less probability Fed economists used to consider reasonable for such events.
Beyond that, it does look as if it was getting steadily harder to get monetary traction even before the 2008 crisis. Here’s the Fed funds rate minus core inflation, averaged over business cycles (peak to peak; I treat the double-dip recession of the early 80s as one cycle):
Description: http://graphics8.nytimes.com/images/2014/05/07/opinion/050714krugman1/050714krugman1-blog480.png
And this was true even though there was clearly unsustainable debt growth, especially during the Bush-era cycle:
Description: http://graphics8.nytimes.com/images/2014/05/07/opinion/050714krugman2/050714krugman2-blog480.png
The point is that even if deleveraging comes to an end, even stabilizing household debt relative to GDP would involve spending almost 4 percent of GDP less than during the 2001-7 business cycle.
Finally, the growth of potential output is very likely to be much slower in the future than in the past, if only because of demography:
Description: http://graphics8.nytimes.com/images/2014/05/07/opinion/050714krugman3/050714krugman3-blog480.png
Suppose that potential growth is one percentage point slower, and that the capital-output ratio is 3. In that case, slowing potential growth would, other things being equal, reduce investment demand by 3 percent of GDP.
So if you take the end of the credit boom and the slowing of potential growth together, we have something like a 7 percent of GDP anti-stimulus relative to the 2001-7 business cycle — a business cycle already characterized by low real rates and a close brush with the liquidity trap.
Predictions are hard, especially about the future — but as I see it, these charts offer very good reasons to worry that secular stagnation is indeed quite likely.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Guerras pela água

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Simples: só vai piorar porque mantemos uma demanda exponencial infinita pela água que é um recurso finito respaldado por uma teoria econômica autista e falsa que escreve até os dias de hoje que “os recursos da natureza são totalmente irrelevantes para o processo econômico”.   Essa demanda infinita não é para atender as necessidades das pessoas, longe disso... o que é muito pior como justificativa de meios para atingir os objetivos.

Essa teoria, embora falsa, garante que: 1) as empresas saqueiem o planeta e as gerações futuras sem nenhum “accountability”; 2) o sistema de preços seja totalmente disfuncional e premia apenas as devastações ambientais, os desperdícios, as ineficiências e a economia do alto carbono enquanto um monte de deslumbrados ficam falando de economia limpa, energia limpa e até energia nuclear entra no cardápio enquanto assinam embaixo no saque planetário; 3) criou um ambiente de corrupção desenfreada com os governos do mundo todo para manter o atual sistema de destruição das liberdades, da criatividade, dos empregos, da sociedade e da natureza, mesmo sabendo (eles sabem) que essa rota é totalmente suicida, mas pensam eles que se tiverem sorte, não estarão aqui para ver o resultado que irá restar disso tudo, ou seja, devastação total, que já começou com a maior extinção em massa das espécies animais e vegetais dos últimos 65 milhões de anos, causada pelo homem que mantém a ingenuidade que essa extinção jamais irá se voltar contra os causadores.

Lógico que pensadores como Nicholas Georgescu Roegen e Ted Trainer não são nem serão levados a sério a ponto de ganhar a merecida atenção, porque não tem como ir contra os interesses econômicos do modelo carro-casa-viagem-ao-exterior atual.  Agora pensamentos bestiais de Julien Simon e seu seguidor Bjorn Lomborg e as derrapadas do George Monbiot sobre energia nuclear, esses sim ganham total atenção.

Sorriam, isso tudo é passageiro!

Guerras pela água

Autor: 
Josh Clark


Em 1995, o vice-presidente do Banco Mundial Ismail Serageldin afirmou "as guerras no próximo século acontecerão por causa da água" [fonte: Village Voice]. A última guerra pela água aconteceu 4.500 anos atrás, na Mesopotâmia, mas outros conflitos já se iniciaram desde essa época pela mesma razão [fonte: Leslie]. O conflito sangrento em Darfur, no Sudão (em inglês), que começou em 2003 e matou 400 mil africanos, se iniciou em parte por causa do acesso a uma fonte de água, que estava ficando escassa [fonte: The Guardian].
Collecting water in Darfur
Don Emmert/AFP/Getty Images
O conflito em Darfur, Sudão, começou em parte por causa dos direitos sobre a água
O conflito de Darfur começou no local e depois se espalhou por toda a região. Em outras regiões, a água também pode prejudicar as relações entre países vizinhos. A água está espalhada por fronteiras geográficas, o que dificulta a determinação de posse. Como as nações podem dividir uma fonte de água em comum, a hostilidade pode aumentar por causa do acesso a ela, principalmente quando um grupo percebe que o outro está utilizando-a mais.
Essa situação não acontece apenas em regiões envolvendo muitos países que estão próximos uns dos outros, ocorre também em regiões dos Estados Unidos (em inglês). Em outubro de 2007, uma disputa por causa do direito sobre a água - que já dura 20 anos, e alguns chamam de guerra pela água - entre os estados do Alabama (em inglês), Flórida (em inglês) e Georgia (em inglês) se intensificou. Quando a água disponível, que abastece os 4,5 milhões de habitantes de Atlanta (em inglês), além de partes do Alabama e da Flórida, começou a diminuir por causa de uma grande seca, as tensões se intensificaram em relação ao direito sobre a fonte. Embora as Guardas Nacionais dos estados não tenham se confrontado, os governadores iniciaram uma guerra pública, trocando palavras em vez de tiros.
A água está espalhada de maneira desigual pelo planeta. Embora as nações em desenvolvimento lutem para fornecer água para suas populações, elas costumam pagar mais por isso, já que têm de tomar medidas maiores para consegui-la. Os países desenvolvidos podem oferecer uma infra-estrutura que fornece água para os habitantes de maneira barata e eficaz. Isso faz a água parecer barata e menos valiosa para as pessoas que vivem nesses lugares. Embora sejam necessários cerca de 35 litros para sustentar um humano (esse número leva em conta todas as formas de utilização da água, como beber, se higienizar e preparar alimentos), o norte-americano utiliza em torno de 597 litros [fonte: U.S. News and World Report].
Uma exceção entre os países em desenvolvimento, o Brasil detém invejáveis 13,7% de toda a água doce disponível no planeta. Mas esses 13,7 % não garantem fartura, já que a maior parte dessa água (73%) está localizada na região amazônica, a região com a menor densidade populacional do país. Pouco mais de 20% da água tem que ser dividida entre 93% da população do país.
Isso incentiva uma divisão global da água. No futuro, essa divisão também poderia estimular conflitos e hostilidade entre os países que têm água e os que não têm. Embora o acesso à água limpa seja considerado um direito humano, a água está se tornando um item de luxo. Por exemplo, uma dieta rica em carne está associada à riqueza, uma vez que a carne é mais cara do que os grãos. Enquanto são necessárias cerca de mil toneladas de água para cultivar uma tonelada de grãos, é preciso 15 vezes mais água (15 mil toneladas) para produzir uma tonelada de carne [fonte: Leslie]. No Brasil, a agricultura consome 69% da água retirada dos mananciais do país - contra 11 % de consumo pelas populações urbanas [fonte: ANA].
À medida que a importância da água aumenta, como as nações desenvolvidas serão vistas por aquelas que têm pouco ou nenhum acesso à água?
Está claro que à medida que a água se torna mais valiosa, o risco de conflitos futuros em relação às fontes de água aumenta. Mas podemos superar nosso próprio futuro? É inevitável que a peste, a fome e a guerra por causa da falta de água defininam a história do século 21? Leia a próxima página para saber sobre as esperanças para o futuro.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Show de horrores

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1) Sementes suicídas e seus impactos contra interesses difíceis de vencer

ABA envia carta à comissão responsável pela liberação das sementes terminator
A Associação Brasileira de Agroecologia (ABA) enviou uma carta ao presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), Deputado Federal Vicente Cândido, com pareceres técnicos sobre as GURTs “Tecnologias Genéticas de Restrição ao Uso”, também conhecidas como sementes terminator por sua incapacidade de germinação. O objetivo é que os argumentos científicos sejam ouvidos e que esta tecnologia, que não contribuirá em nada para a sustentabilidade da agricultura brasileira, seja impedida.
No dia 11 de março, graças à mobilização social no Brasil, foi barrada a votação do Projeto de Lei 268/2007, que pede a liberação da produção e comercialização de sementes transgênicas terminator. A CCJC é a última comissão pela qual o PL tramita e, caso seja aprovado, vai diretamente ao plenário da Câmara Federal. A carta produzida pela ABA foi entregue neste contexto.
Alguns estudos e leis a respeito do tema são apontados na carta elaborada pela ABA, além de analisar as implicações técnicas do uso dessa tecnologia. O documento lista alguns impactos promovidos pela sua utilização: agrícolas e socioeconômicos, nos direitos de proteção intelectual, na conservação da diversidade biológica nas propriedades, dos GURTs nos conhecimentos, práticas e inovações das comunidades locais e indígenas e os impactos éticos dos GURTs.
As lições adquiridas com as experiências com outros transgenes também foram consideradas. Os efeitos adversos não previstos e descobertos anos atrás por pesquisadores independentes, após a liberação comercial dos transgênicos no Brasil, é uma delas. Nesse sentido, a ABA propõe a exigência legal da obrigatoriedade de estudos de avaliação de riscos sobre essas sementes. A ameaça à diversidade biológica e seus impactos no ecossistema em consequência da liberação de OGMs (Organismos Geneticamente Modificados) é outra preocupação apontada.
Reconhecendo a inestimável contribuição das comunidades locais e indígenas, sobretudo dos pequenos agricultores, na conservação da diversidade desse patrimônio genético de fundamental importância para a alimentação no mundo e a sustentabilidade desses territórios, o documento conclui exigindo estudos de impacto ambientais para atender as leis e o princípio da precaução. (...)
ABA Agroecologia, 27/03/2014

2) Kátia Abreu e suas falácias: isso merece uma resposta

3) A volta do preconceito em cursos da FGV: